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04/04/2012 01h49

Vale do Aço registra 44 execuções no 1º trimestre

Assassinatos estão relacionados ao tráfico de drogas, vingança, rixa antiga e crime passional

A maioria dos assassinatos está relacionada ao tráfico de drogas, seja pelo uso, desentendimento ou disputa por território (Crédito das fotos: Gizelle Ferreira/Arquivo DP)

 

IPATINGA – As estatísticas de homicídios na Região Metropolitana do Vale do Aço já são assustadoras. Somente no primeiro trimestre de 2012 foram registrados 44 assassinatos nas principais cidades do Vale do Aço. Em Ipatinga, cidade com quase 240 mil habitantes (Censo 2010), foram contabilizados 18 homicídios de janeiro deste ano até o dia 30 de março (sexta-feira passada). O número de mortes por assassinatos na cidade passa para 19 quando somado a um latrocínio (roubo seguido de morte), ocorrido no mês de fevereiro no bairro Veneza II. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio.
De acordo com a delegada titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida de Ipatinga, Irene Angélica Franco, dos homicídios, apenas sete estão sem autoria definida. No restante dos crimes, a PC já indiciou os acusados, inclusive com pedido de prisão preventiva. Para a delegada, 43 homicídios na região em apenas três meses não pode ser considerado razoável. “Este número é bem alto e não pode ser considerado despreocupante”, opina.
Na maioria dos assassinatos em Ipatinga, segundo apurou a reportagem, a principal motivação é o envolvimento com o tráfico de drogas.

DESTAQUE
Em Ipatinga, alguns homicídios não chegaram a ser totalmente uma surpresa, como foi o assassinato da adolescente Karine Santos Alfa, 16 anos - conhecida como “Mulher Aranha”. Ela foi morta a tiros no bairro Iguaçu. Karine possuía mais de 30 passagens pela polícia por furto e roubo e ganhou o codinome por sua habilidade de escalar prédios e pular muros. As Polícias Civil e Militar sugeriram várias vezes ao Ministério Público que fizesse ao Judiciário o pedido de internação compulsória da garota, usuária de crack.
Por sua vez, segundo o promotor da Vara da Infância e Juventude, Fábio Finotti, dezenas de pedidos foram enviados à Justiça, mas a instituição não obteve resposta aos pedidos. Só no caso da Karine, foram montados mais de vinte processos. “Nós solicitamos dezenas de vezes ao Poder Judiciário e não obtivemos nenhuma resposta aos nossos pedidos”, disse o promotor. Ainda segundo o MP, o que chegou por parte do Judiciário foi a Certidão de Óbito da garota, para que o caso dela fosse arquivado.

FABRICIANO
Coronel Fabriciano, com quase 105 mil habitantes, registrou um homicídio a menos. Foram contabilizados 17 assassinatos, segundo o cartório da 8ª Delegacia de Fabriciano. O número de mortes é relativamente baixo, se comparado somente ao primeiro mês do ano passado, quando foram registrados 19 assassinatos. Em 2012, os meses de janeiro e março fecharam em sete homicídios em cada um deles, sendo três em fevereiro. Mas conforme já havia dito o delegado regional Paulo César Assumpção Dettogne, um homicídio já é considerado intolerável.
Assim como em Ipatinga, a principal motivação dos crimes também é o tráfico. Segundo a Polícia Civil, do total de homicídios, cinco possuem autoria definida. Em um dos casos, o assassinato de Veridiano Junior, 15 anos, morto a tiros na Serra dos Cocais, dois irmãos (considerados traficantes em potencial) estão presos acusados do crime. (Gizelle Ferreira)

Menos homicídios, mais crueldade
Santana do Paraíso
– Ao contrário de Ipatinga e Coronel Fabriciano, três cidades apresentaram índices mais baixos de crimes fatais. Em Ipaba, foram dois assassinatos (um deles latrocínio), em Timóteo três e em Santana do Paraíso também três.
Se, por um lado houve menos vítimas, por outro lado os crimes nestas localidades mostram premeditação e crueldade. As principais motivações são crime passional, rixa antiga, roubo ou vingança.
Dois casos chocaram a população de Santana do Paraíso e de Ipaba. No último dia 28 de março, Tássia Tabajara Araújo Rodrigues, 26 anos, foi encontrada morta em uma localidade próxima à Lagoa da Prata. Segundo laudo do Instituto Médico Legal de Ipatinga (IML), a jovem foi morta com cinco facadas. A lâmina da arma ainda foi encontrada cravada nas costas da vítima. O principal suspeito é o marido E.C.S., 28 anos, que desde o desaparecimento de Tássia, encontra-se desaparecido.
A Polícia Civil chegou a cogitar a hipótese de Tássia ter sido morta em outro local, diferente de onde foi encontrada, indo à residência dela na semana passada. Mas fotografias tiradas no local onde o cadáver estava descartaram a possibilidade. Segundo familiares de Tássia, o relacionamento era conturbado por causa de ciúmes do marido.

JOSÉ DAS "MARIAS"
IPABA
- Em Ipaba, um homicídio que teve como pano de fundo o ciúme chocou a população. Maria Catarina Rocha, 55 anos, foi morta no dia 21 de março, com 15 facadas. O principal acusado é o companheiro dela, José de Fátima Dias, 55 anos, que confessou ter matado a mulher porque estava desconfiado de que ela o estivesse traindo.
Maria Catarina teve o mesmo destino da ex-mulher de José, Maria Madalena, que também foi assassinada a facadas. José foi condenado pelo crime e cumpriu sete anos de prisão na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho. “Tudo indica que ele é frio, calculista. Ele matou a primeira mulher a facadas, agora a segunda da mesma forma. Quando eu estava aguardando para retirar ele da cadeia, os agentes penitenciários me confidenciaram que ele já está espalhando entre os presos que a próxima mulher dele será morta a facadas”, disse o delegado Ricardo Cesari, que prendeu o acusado. “Ele possui perfil de uma pessoa que tem prazer de executar suas mulheres”, finaliza.
Enquanto Maria Catarina estava sendo esfaqueada, a filha dela chegou à casa e tentou salvar a mãe, mas teria sido ameaçada por José. A filha saiu em busca de socorro, mas quando retornou encontrou a mãe sem vida em um poço de sangue.

Assassinato chocou a população de Ipaba; homem matou mulher com 15 facadas

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