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19/03/2012 05h47

Soldado vai a júri popular pela morte de irmãos

Ainda conforme o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o policial responde a outros seis processos por assassinatos em Ipatinga

Ricardo de Souza, executado a tiros em 2007, também pode ter sido vítima do militar

 

IPATINGA – O soldado da Polícia Militar, Victor Emmanuel Miranda de Andrade, irá sentar no banco dos réus no dia 24 de abril, para ser submetido a júri popular. Ele é acusado do assassinato de Admar de Almeida Pereira, 20 anos, e pela dupla tentativa de homicídio contra os irmãos da vítima, Ademilson de Almeida Pereira, na época com 21 anos, e Gilmara Aparecida Pereira.
O soldado irá ser julgado exatamente sete anos após os crimes cometidos contra os três irmãos. Ainda conforme o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o policial responde a outros seis processos por assassinatos em Ipatinga.

O CRIME
De acordo com denúncia oferecida pelo Ministério Público, no dia 24 de abril de 2005, Victor Emmanuel matou Admar. O crime ocorreu por volta das 19h de um domingo, na rua Ester, no bairro Canaã. A cena foi presenciada pela mãe do rapaz e por outros familiares. Admar foi morto com 11 tiros de pistola semiautomática calibre 380.
Segundo consta do inquérito policial, o atirador pilotava uma Honda Titan cinza. Na ocasião, dois irmãos de Admar, Ademilson e Gilmara, correram atrás da moto para anotar a placa, mas o piloto do veículo atirou contra eles, que acabaram alvejados.
Apesar de o soldado ter apresentado um álibi - que confirmou que ele estava em uma locadora no dia e na hora do crime -, a Polícia Civil investigou e indiciou Victor Emmanuel, que acabou denunciado pelo MP.
Admar foi morto com tiros na cabeça, pescoço, ombro e tórax. Ele bebia cerveja em frente à casa em que morava quando recebeu os disparos.

OUTROS
O Ministério Público ainda denunciou o soldado pelo assassinato da ex-mulher, a atendente Francislaine Simões de Oliveira Andrade, 24 anos. No dia 11 de março de 2007, ela foi morta na recepção de um hotel no bairro Ferroviários. Francislaine foi casada com o soldado e, inconformado com a separação do casal, ele teria simulado um assalto, se aproximou da vítima e efetuou quatro disparos.

ACUSAÇÕES
O militar ainda foi denunciado pelo MP por estar envolvido na morte do comerciante Ricardo de Souza Garito, 35 anos, assassinado a tiros em 22 de abril de 2007, no bairro Canaãzinho. O desfecho do caso, investigado por policiais civis de Belo Horizonte, acabou apontando Victor Emmanuel e um cabo, também da PM, como os responsáveis pelo homicídio.

MP
No entendimento do Ministério Público, a forma de execução dos crimes revelam a extrema periculosidade do policial. “O policial tem fortes elementos de que participa de um grupo de extermínio, sendo que o relatório investigado aponta 25 mortes no mesmo modo operante”, diz trecho da denúncia.
Victor Emmanuel deixou o Vale do Aço em 2009 e foi transferido para o 8º Batalhão da PM de Lavras, onde trabalha na área administrativa sem ter o direito de ir para as ruas.

 

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