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13/03/2013 12h14

Imprensa regional cria 'Comitê Rodrigo Neto'

Grupo pretende cobrar solução para a execução de jornalista e articular ações coordenadas entre os veículos de comunicação

Reunião que deliberou pela criação do Comitê Rodrigo Neto: imprensa pedindo justiça      (Crédito: Nadieli Sathler)


IPATINGA – Dezenas de profissionais da imprensa regional se reuniram na tarde desta terça-feira (12) para tratar de mobilizações com o intuito de cobrar das autoridades uma solução para o caso da morte do jornalista Rodrigo Neto, executado na última sexta-feira (8). Entre as deliberações, ficou acertado que os veículos do Vale do Aço – entre eles o DIÁRIO POPULAR – irão veicular, semanalmente, matérias de grande repercussão apuradas por Rodrigo Neto, além de um selo contabilizando os dias da morte do repórter.

Outra importante decisão tomada ontem foi a criação do Comitê Rodrigo Neto, que terá entre suas atribuições acompanhar de perto o andamento das investigações sobre o crime, além de cobrar solução para o caso. O conselho será composto por membros de vários setores da imprensa e também de organizações de classe. Fazem parte do grupo os jornalistas Anna Sylvia Rodrigues, Marcelo Luciano, Paulo Sérgio Oliveira e Elis Santiago. Também apoiam o movimento o presidente da regional ipatinguense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Eduardo Figueredo, e o empresário da Comunicação Gustavo Souza, também presidente da Associação Comercial de Ipatinga (Aciapi).

Para Anna Sylvia, editora do DIÁRIO POPULAR, o movimento representa um momento de união da imprensa do Vale do Aço. “Isso é para demonstrar para a sociedade que a imprensa está unida e não vamos nos desmobilizar enquanto não obtivermos uma resposta para este crime. A gente está se espelhando no trabalho que o próprio Rodrigo fazia: cobrar investigação e lembrar sempre, como forma de combater a impunidade”.

O vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, Alessandro Carvalho, veio de Belo Horizonte para participar do encontro. Segundo ele, quando a imprensa tenta ser calada trata-se de um atentado contra a democracia. Ele colocou a estrutura do Sindicato à disposição do Comitê Rodrigo Neto no que for necessário para a solução do crime e afirmou que a entidade também irá aderir ao movimento.

O representante do Sindicato também prometeu que o órgão se encarregará de encaminhar às autoridades da capital mineira tudo o que for definido no Vale do Aço, bem como pautar os jornais de Belo Horizonte sobre notícias referentes ao assassinato. “O Sindicato dos Jornalistas vai trabalhar e estar à frente de todas as ações para que esse crime seja solucionado o mais breve possível”, explicou Alessandro Carvalho.

MISSA
Ainda ontem foram acertados os últimos detalhes da realização da missa de sétimo dia da morte do jornalista, a ser celebrada às 19h30 da próxima quinta-feira (14), na Igreja Católica do bairro Veneza, na rua Campinas, 510. O culto também irá marcar o início das mobilizações pela morte do radialista. Já na sexta-feira, começam a circular nos impressos regionais as matérias especiais a serem reescritas por jornalistas dos principais veículos da região e participantes do Comitê Rodrigo Neto. Espera-se que rádios, emissoras de televisão e portais da internet também veiculem as reportagens.


Xingó diz que não recebeu procedimento do MP, mas confirma que sabia de ameaças
Ipatinga
– O ex-delegado regional João Xingó afirmou nesta terça-feira (12) que não recebeu nenhum procedimento interno do Ministério Público com as informações de que o radialista Rodrigo Neto teria recebido ameaças de morte em 2011 e 2012. Na última segunda-feira (11), o promotor Bruno Cesar Jardini informou que Rodrigo Neto havia relatado ao Mistério Público (MP) ameaças de morte que sofreu por parte de policiais.

Xingó também reiterou a necessidade de o MP apresentar o protocolo de recebimento do encaminhamento destinado à Polícia Civil, alusivo às ameaças recebidas por Rodrigo. “Se, de fato, o Ministério Público enviou esse procedimento à Polícia Civil, que apresente esse protocolo de recebimento para que medidas administrativas sejam adotadas pela PC para apurar responsabilidades. Quero deixar claro que, sendo a vítima uma pessoa que tinha plenos conhecimentos dos seus direitos legais, já que se tratava de um radialista e bacharel em Direito, e sendo ele um profissional que sempre primou pela verdade dos fatos, de tantas outras reportagens de crimes, não seria o Rodrigo a deixar que isso ficasse sem as devidas providências adotadas por parte dos órgãos competentes, pois esse era o seu perfil, reconhecido pelos demais jornalistas e pela sociedade em geral”, acrescentou.

O ex-delegado, no entanto, confirmou que tinha conhecimento das ameaças recebidas pelo repórter. João Xingó revelou que o radialista compareceu em seu gabinete em setembro de 2011 e relatou que vinha sofrendo ameaças por parte de um integrante da Polícia Militar. “Naquele primeiro momento, ficou claro que o Rodrigo não queria apresentar uma representação por escrito sobre o crime de ameaça. Ele me disse que iria pessoalmente marcar uma agenda com o Comando do 14º Batalhão e com o policial militar que o estaria ameaçando. Após alguns dias, recebi uma informação do próprio Rodrigo de que ele conseguiu agendar essa reunião com o Comando do 14º Batalhão para tratar do assunto, juntamente com o policial que, segundo a vítima, a ameaçava. Ele então me informou, em seguida, que compareceu ao Batalhão, onde ficou frente a frente com esse policial militar e também se reuniu com o Comando da PM.

Ao final do encontro, o policial teria garantido ao Rodrigo que não iria tentar nada contra a sua pessoa. Tenho como provar que tais fatos ocorreram, tendo em vista que essa conversa dele para comigo foi realizada por meio de uma rede social na internet e a possuo gravada na minha conta desse site. Após esse fato, Rodrigo não retornou ao assunto das ameaças que teria sofrido”, afirmou João Xingó, que afirmou ter dado dicas de segurança ao jornalista, de quem era amigo há 13 anos. “Como amigo pessoal do Rodrigo, estou profundamente triste. Acredito que a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais dará uma pronta resposta à sociedade do Vale do Aço e a todo o Brasil, ao esclarecer essa covardia praticada contra um profissional que sempre procurou se pautar pela justiça e pela verdade dos fatos”, concluiu.’

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