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27/04/2012 12h30

Mulher é assassinada em beco do Morro do Carmo na madrugada

“Eu nunca mais vou ouvir minha filha me chamar”, lamenta a mãe; polícia acredita que vítima pode ter sido foi morta por engano

A mãe, Maria de Fátima, está inconsolável com a morte da filha Daniela (detalhe) e pede justiça

 

FABRICIANO – A Polícia Civil de Coronel Fabriciano tem mais um homicídio para ser desvendado. O assassinato de uma mulher ocorrido na madrugada desta quinta-feira (26) aumenta o número de execuções, que já chega a 19 em 2012. O corpo de Daniela Ferreira da Silva, 25 anos, foi encontrado caído em um beco na rua Três, no bairro Nossa Senhora do Carmo. Os militares foram acionados por populares, e quando chegaram ao local, seguiram as marcas de sangue pelo chão, até encontrarem a vítima em meio a uma poça de sangue, na escadaria que dá acesso ao beco Dez.
Uma testemunha ouvida pela PM relatou que presenciou na cena do crime dois indivíduos. Segundo as descrições da testemunha, um deles usava boné branco e portava uma arma de fogo. A testemunha disse que após o encontro saiu correndo e, em seguida, ouviu vários tiros.
Uma equipe do Corpo de Bombeiros compareceu ao local e confirmou o óbito. O perito técnico da Polícia Civil, Gilmar, constatou quatro perfurações na vítima. Foram apreendidos dois projéteis deflagrados. Necropsia realizada no Instituo Médico Legal (IML), constatou que apenas um tiro acertou a nádega da vítima, que transfixou a região pélvica, atingindo os vasos arteriais da perna esquerda.

SEM ANTECEDENTES
Segundo a Polícia Militar a vítima não possuía nenhum antecedente criminal. O sargento Carvalho, que esteve no local, acredita que existe forte indício de que Daniela tenha sido morta por engano e que ela foi mais uma vítima dos crimes violentos que assolam a cidade.
Apesar de já terem sido apontados dois nomes como principais suspeitos, a polícia ainda busca pistas que comprovem a participação dos acusados no crime. O policial disse que no Morro do Carmo, impera a “lei do silêncio”: ninguém viu, ninguém sabe e ninguém fala. “As pessoas se fecham. Falam que ‘quem tem boca morre’, o que dificulta os trabalhos. Mas, de acordo com os levantamentos que fizemos, chegamos a dois nomes. Queremos dar uma satisfação para a família, porque o que fizeram foi uma covardia. Pelo que disseram, chegaram atirando à esmo, sem saber em quem. Poderia ter acertado qualquer um”, finaliza o policial.

TRISTEZA

Daniela morava em uma casa no Morro do Carmo, na rua Três. Ela trabalhava como pintora e às vezes exercia a função de ajudante de pedreiro. A mãe da vítima, Maria de Fátima Ferreira, recebeu humildemente a reportagem do DIÁRIO POPULAR e disse que a filha era usuária de droga, mas, que há pouco tempo ela havia se regenerado.
Segundo conta a mãe, Daniela sempre que saía e chegava em casa dava satisfações. “E esta noite eu arrumei a cama para ela e ela não chegou e eu ainda pedi para ela não sair. Eu nunca mais vou ouvir minha filha me chamar”, lamenta a mãe.

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