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Política

MIU à procura de alianças

por Diário Popular

13/03/2010 00:00

Sebastião Quintão espera retornar à Prefeitura através do recurso, cujo julgamento começou ontem<br/>

Sebastião Quintão defende a criação de novas alianças

IPATINGA - Sebastião Quintão, o PMDB e os partidos que o apoiaram estão abertos a novas alianças, entre elas, o Partido dos Trabalhadores. O pano de fundo é o entendimento nacional entre os dois partidos, e a possibilidade de união também no Estado. Diante da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a cassação dos mandatos de Quintão e de seu vice Altair Vilar (PSB), o ex-prefeito convocou a imprensa ontem (12) para dar um recado: está no jogo político, mesmo não podendo ser candidato. Com Quintão inelegível por três anos, seus aliados juntaram o que sobrou do Movimento Ipatinga Unida - que chegou a ter mais de 10 partidos -, acrescentou outros e tenta arregimentar mais alguns, nem que seja para levar o apoio a outro candidato em condições de disputa. Com o cenário completamente alterado, sem as presenças do próprio peemedebista, da deputada estadual Rosângela Reis (PV) - que anunciou que concorrerá à reeleição na Assembleia Legislativa - e do maior expoente petista, o ex-prefeito Chico Ferramenta, o quadro começa do zero, disseram os correligionários de Quintão. Daí, em política vale tudo - ou quase tudo - inclusive compor com o PT, ex-arquirrival do PMDB na cidade.
"Em política não há nada impossível. Não há inimigos e sim adversários. Nós conversaremos com todas as frentes", disse o ex-prefeito Sebastião Quintão, quando perguntado sobre apoiar outros nomes já colocados na disputa, como o da petista Lene Texeira, caso o calendário eleitoral seja retomado, sem possibilidade de inscrição de novas chapas. Seu filho, o deputado federal Leonardo Quintão, foi ainda mais direto. Disse que, pessoalmente, é a favor da aliança entre PT-PMDB no Estado e diz ter "simpatia" pela bancada de vereadores do PT na Câmara de Ipatinga. "Isso não representa o partido, vamos ouvir toda a coletividade, sou apenas um com essa posição. Mas sou bravo", disse. O deputado garantiu que a decisão vai ser do partido, depois de ouvir lideranças, militantes, vereadores e políticos. "Mas o que for decidido, tem que ser acatado por toda a legenda", arrematou.

MIU
O presidente municipal do PMDB, Paulo Sérgio Julião, o Zinho, disse que o partido está buscando um projeto de coalizão. Ele anunciou que o Movimento Ipatinga Unida é hoje composto por PMDB, PTN, PTC, PRTB, PMN, PSB e PSDC e PDT. Esses dois últimos apoiaram a deputada Rosângela Reis, quando foi definida a eleição extemporânea.
No entanto, o coordenador do PDT regional e membro da Executiva nacional do partido, Luiz Carlos Miranda, negou que a legenda tenha se decidido. "Ficamos extremamente felizes com o desfecho na Justiça da situação que tanto prejudica a cidade. Nossa posição sempre foi por novas eleições e o direito do povo decidir. Mas o partido ainda não discutiu o assunto", disse. Ele diz que caso se confirme a desistência de Rosângela Reis (PV), o partido pode discutir, por exemplo, candidatura própria, se for permitido pelo novo calendário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG).
A dúvida em relação à retomada ou reinício do processo eleitoral - resposta que só será dada com a votação da resolução pelo TRE-MG - está dificultando as discussões dos partidos. "Não sabemos quem será o candidato apoiado pelo MIU. O PMDB tem bons nomes, é claro. Mas tudo será discutido. Precisamos saber se o processo eleitoral vai começar de novo ou se será retomado", disse Leonardo Quintão.
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral, Ipatinga é a segunda cidade a ter as eleições suspensas pelo TSE. Nos demais casos de realização de pleitos extemporâneos, não houve interferência do Tribunal de Brasília. Assim, nessas cidades, o pleito transcorreu normalmente após a definição do calendário eleitoral. Apenas em Baependi, uma liminar chegou a suspender as eleições, mas a campanha foi retomada nove dias depois, do ponto em que havia sido interrompida.

RECURSOS
Quintão foi evasivo com relação à interposição de mais recursos - resta o Supremo Tribunal Federal, para análise de matéria constitucional. "Ainda não discuti isso com a equipe jurídica. Vou ouvir meus advogados", disse. Já seu filho Leonardo Quintão prometeu recorrer "até o fim para que a justiça seja feita".

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