Acusado de furto pode estar preso no lugar de outro
por Diário Popular
10/03/2010 00:00
TIMÓTEO - A Polícia Civil de Timóteo está apurando a possibilidade de Wellington Ramos Gomes, 23 anos, estar preso por um crime que não cometeu. O acusado foi preso sob acusação de furto. Foram feitos pedidos de exames grafotécnicos para apurar a veracidade das declarações de Wellington. O acusado foi preso no ano passado, acusado do furto de um veículo, no município de Ipatinga. A suspeita da polícia é de que o próprio irmão, G.R.T, teria se passado por Wellington.
Na época, o autor foi autuado em flagrante, porém, após ter sido detido, evadiu-se da cadeia pública. Foi emitida uma nova ordem de prisão preventiva em nome de Wellington Ramos Gomes e efetuada a prisão, porém, ele declara que nunca esteve preso, que nunca esteve na presença de delegados e não é o autor do crime.
SEM REGISTROS
Wellignton foi preso no município de Ipatinga e encaminhado para a unidade prisional de Timóteo. Na época em que o verdadeiro criminoso foi preso, não foi feita a devida identificação criminal, ou seja, fotografia e coleta das impressões digitais do preso. Se isso tivesse sido feito, segundo o advogado da Subsecretaria de Estado de Administração Prisional (Suap), Tiago Cassemiro, era só confrontar os dados dos dois homens.
De acordo com o delegado Gilmaro Alves, Wellington Ramos alega que nunca esteve envolvido nesse fato delituoso e afirma também que na época do ocorrido estava em Belo Horizonte. "Com a chegada de novos delegados na região no final do ano passado foram constatados inúmeros casos de pessoas que estavam presas nas unidades regionais com outros nomes, utilizando o nome de familiares. Este pode ser mais um caso", suspeita.
O reconhecimento dos agentes públicos, civis e militares que participaram da prisão está sendo realizado com intuito de que eles possam reconhecer quem foi preso na época.
EXAMES
Também foram encaminhados os padrões grafotécnicos dos dois envolvidos para verificar qual a procedência das assinaturas. "A pessoa que esteve presa assinou sua prisão em flagrante. Encaminharemos os originais ao Judiciário para que seja feita a análise", declara.
O advogado de Wellington, Gladstone Rodrigues Correa, foi procurado, no entanto, não foi encontrado para se manifestar sobre o caso de seu cliente.