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Luta da Pessoa com Deficiência mobiliza comunidade de Timóteo

TIMÓTEO – As atividades em torno do Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência (21 de setembro) lotaram a Praça 1º de Maio, no Centro Norte, com a presença da comunidade, instituições, movimentos organizados, lideranças políticas e comunitárias.

O encontro foi uma promoção da Prefeitura de Timóteo, Associação dos Deficientes Visuais de Timóteo e Amigos (Adevita), Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Timóteo (Cmdpdt), Apae de Timóteo e CREIA. Em seu pronunciamento, o prefeito Keisson Drumond falou sobre a importância de se homenagear quem vive de superar limites e diferenças. “Só teremos uma sociedade mais justa e igualitária com a inclusão, e isso será possível buscando caminhos que façam florescer oportunidades para todos”, frisou.

O prefeito reconheceu que a cidade “deve” às pessoas que necessitam de acessibilidade. “Vamos trabalhar para que no prazo mais curto possível, Timóteo seja referência em acessibilidade. Hoje é o dia de mostrar que estamos na rua lutando por diretos e assim todos percebam a importância de um município para todos”, ponderou.

CONSCIENTIZAÇÃO

“Precisamos incentivar a conscientização sobre os direitos das pessoas com deficiência. Hoje, somos cerca de 27% da população do país. A pessoa com deficiência é produtiva, basta que tenha oportunidades para desenvolver suas potencialidades”, exortou Josemar de Souza, presidente do Conselho da Pessoa com Deficiência.

A representante da Apae destacou que as pessoas com deficiência devem ser protagonistas do processo de mobilização e articulação para garantir seus direitos. Ela lembrou sobre a discussão em torno das escolas especiais, argumentando que é necessário diálogo para viabilizar ações concretas para a inserção. “Pior do que não ter inclusão é ter exclusão”, salientou Vânia Lamas.

Pessoas com deficiência mostram seus talentos
Talento à vista foi o que não faltou nas exposições realizadas pelas pessoas com deficiência que participaram das comemorações do Dia Nacional de Luta, na Praça 1º de Maio.
Na exposição de artesanato com objetos feitos por alunos surdos e com baixa visão do CREIA, foram apresentados quadros feitos com sementes, peças de tear de pregos, peças em cerâmica. O estande foi coordenado pela professora de artesanato Gilda de Andrade Castro, que conversa com os alunos surdos utilizando a linguagem de libras.

No estande que mostra a história do braile, as pessoas puderam conhecer o reglete de mão, usado para a escrita em braile e, hoje, substituído pela máquina de escrever em braile. “Alunos cegos estudam o alfabeto geralmente a partir dos seis anos de idade”, comenta Elivane Vasconcelos, professora de braile. Ela também mostrou a régua própria para os cegos, com pontos em alto relevo que marcam cada centímetro.

TOM CERTO

O professor e maestro do Coral do Creia, Jorge Augusto Silva Santos, contou que para despertar a sensibilidade e treinar a afinação dos alunos cegos no início da sua formação, deixou as pessoas bem à vontade. “O início é sempre brincadeira depois vamos aprofundando nas técnicas musicais”, salientou.

Laudilene Fernandes Souza, 26, integra o Coral do Creia há seis anos. Ela afirma que as atividades são gratificantes tanto nas oficinas de arte como no estudo do braile. “Mudou muito a vida da gente. Como tenho baixa visão só percebo as imagens grandes, sem detalhes”, diz Laudilene.

Lucas Barbosa e Azevedo, 13, já frequentou a mídia nacional. Ele foi convidado a ir ao Programa da Eliana, onde mostrou suas habilidades numéricas com datas. Quando lhe falam a data do aniversário ele é eficiente em responder em que dia da semana ela cai, seja de anos anteriores ou seguintes. Cego desde o nascimento, Lucas se apressa em dizer que também toca teclado.

ARTESANATO
O casal Marlene Perpétua Mendes da Silva e Francisco Pereira da Silva, ambos deficientes visuais, participou da exposição de artesanato do CREIA. “O movimento na praça é importante para que as pessoas conheçam nossos trabalhos em diferentes áreas e reconheçam nossa capacidade produtiva”, comenta Marlene Silva.



Lucas: habilidade com datas

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